Rivage PM10 é apresentada no Brasil

A nova console de grande porte da Yamaha tem como grande novidade a presença de uma emulação da série Portico de Rupert Neve como opção nos prés.

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Dezembro/Janeiro 2017 Edição do Mês

Por Flávio Bonanome


 

Após algumas semanas de ansiedade, finalmente a nova console de grande porte da Yamaha, a Rivage PM10, chegou ou Brasil… ou quase. A empresa japonesa aproveitou a semana da AES Brasil Expo para realizar em sua sede, em São Paulo, um evento fechado para a imprensa especializada onde um dos três protótipos da mesa estava à disposição para uma apresentação formal e sanar as curiosidades. Como não podia deixar de ser, a Sound on Sound esteve presente  e pode tirar suas impressões desta nova aposta da marca.

Começando pelo nome, a Rivage PM10 traz o mesmo PM das renomadas PM1D e PM5D, deixando claro que o nicho de mercado a qual ela se direciona é de aplicações de som ao vivo, broadcast e instalações de grande porte. Além disso, a Rivage é o início de uma renovação. “O que estamos apresentando é a primeira etapa de uma série de novas coisas que virão com este nome PM”, afirmou Aldo Linares, especialista de produtos da Yamaha durante a apresentação.

Assim que a capa protetora foi retirada, deu para sacar que o design da Rivage trazia uma espécie de “um pouco de tudo”. São três bancos de 12 faders e knobs mais dois master, três sessões de colunas de botões, duas telas touch de 15” e, no canto superior direito, uma região de diversos controles batizada de “Channel Select”. 

A interface de controle é a mesma que foi popularizada pelos modelos mais recentes da marca, como a Série CL, o Central Logic. A novidade aqui fica por conta da independência total que cada uma das baias possui da outra, permitindo que controles diferentes e simultâneos sejam acessados em diferentes regiões da console. “A ideia por trás disso é que mais de um técnico possa trabalhar com a PM10 ao mesmo tempo sem prejuízo”, explicou Matheus Madeira, outro especialista da marca presente na apresentação.

Outra novidade é a disposição do Select Channel, desta vez ocupando uma grande porção da superfície de controle. Nele, ao se selecionar um canal, todos os controles relativos àquele canal, como compressão, equalização, panorâmica e envios ficam à disposição com controles dedicados, sem a necessidade de virar páginas para acessar todos os parâmetros. Destaque aqui para a presença de um botão de seleção A-B, que permite alternar entre duas diferentes configurações.

Em termos de capacidade, a PM10 possui 144 canais de entrada, 72 auxiliares e 36 matrizes. O produto é dividido em três partes: A superfície de controle, uma unidade DSP e o I/O, batizado de RPIO622. Este último é composto por placas de 16in/16out mais 16 AES/EBU e traz como grande novidade a emulação “Silk”, construída como emulação da série Portico de Rupert Neve. Esta emulação é selecionável, tanto em ativação (on/off) como quanto presença (wet/dry). A ideia é dar para os técnicos duas opções: a típica neutralidade do som que fez a Yamaha famosa, como também um pré com um certo colorido. Falando dos pré-amplificadores, os da PM10 trabalham em 96 kHz a 32-bit.

Por fim, a nova console trabalha com diversas opções de plug-ins, tanto Nativos da Yamaha, como os já famosos série Rupert Neve e agora também emulações criadas pela TC Electronics. Para transmissão, a Rivage funciona em saídas analógicas e também via DANTE.

Não perca uma análise mais detalhada nas próximas edições da Sound on Sound Brasil.

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